Jnane Tamsna, Marrakech (palmeraie)

desde 250 Euros quarto/noite (pequeno-almoço incluído) · 24 quartos

;

É uma propriedade com 6 hectares, verdadeiro oásis no meio do cenário árido, seco e bíblico da Palmeraie que rodeia a propriedade…


As casas da Jnane Tamsna, seguindo o rigor da tradicional arquitectura da medina, apresentam um puzzle de pátios flanqueados por um labirinto de arcos…


Em todo o lado, além do toque de Midas na decoração de Meryanne, sente-se também a mão do seu marido Gary. Jnane Tamsna é um labirinto olfactivo…

visited and reviewed by Maria João Pavão Serra Março 2014


Integrado entre um sem fim de palmeiras, oliveiras e vinhas, é uma propriedade com 6 hectares, verdadeiro oásis no meio do cenário árido, seco e bíblico da Palmeraie que rodeia a propriedade. Com a ajuda do seu marido Gary Martin, norte-americano etno-botânico, Meryanne desenhou uma hacienda de estilo mourisco, criando a Jnane Tamsna, uma propriedade composta por três casas (Jnane, Ylane e Moussafir). À primeira vista, pensar na fusão de estilo mexicano com marroquino pode parecer inesperado, mas basta chegar à entrada da casa principal, com a sua galeria de arcadas amarelas, para se dissipar qualquer ideia pré-concebida e render-se imediatamente ao charme do lugar, após atravessar-se o imenso portão verde que se abre para um dédalo de sentidos, onde a vegetação esconde os edifícios, por entre um sem fim de palmeiras, outras árvores e plantas aromáticas.

Jnane Tamsna integra na sua decoração antiguidades, arcas e móveis sírios com incrustrações de madre-pérola, tapetes berberes, tecidos de fabrico senegalês e marroquino, antigas portas e moucharabiehs de madeira trabalhada, assim como o uso de técnicas locais como o tadelakt, além das originais criações de Meryanne. A artista faz peças em madeira, bronze e ferro, numa mis- tura de influências das várias “Áfricas”. Meryanne Loum-Martin tem, sem a menor das dúvidas, o dom de criar coisas e ambientes diferentes com um estilo muito próprio, a que alguém já chamou de “Loum-Martin chic”. Sem dúvida que Meryanne é uma mulher do mundo. Como ela própria diz: “a minha identidade é múltipla”. Seu pai é senegalês, a mãe de Guadalupe, ela cresceu no Senegal e viveu em França, Inglaterra, Gana, União Soviética e Brasil. E não deixa de viajar nunca (nesta nossa estadia Meryanne estava no Egipto). É fácil perceber porque escolheu Marrakech para viver, esta cidade de ares exóticos, com gente de todos os cantos do mundo e, em si mesma, cheia de influências: árabe, berbere, africana, mourisca, francesa…

As casas da Jnane Tamsna, seguindo o rigor da tradicional arquitectura da medina, apresentam um puzzle de pátios flanqueados por um labirinto de arcos construídos entre palmeiras, glicínias e jasmins. A sensação de serenidade envolve-nos no primeiro instante.

A casa principal, Jnane, que significa jardim grande em árabe, é de um tom amarelo forte que nos enche de luz – com os raios do sol – e de imensa energia. Uma enorme porta de madeira maciça abre-se para um espaço onde se vê apenas uma sucessão de arcos, que levam a algum lado, numa mistura de sala de orações de uma mesquita com um pequeno labirinto num jogo de arcos. A sedução pelo lugar começa logo ali. Uma harmonia no espaço, na cor, a calma quase monacal.

O primeiro pátio dá acesso ao espaçoso living, à sala de jantar, e a outros tantos recantos, tudo com uma decoração de extremo bom gosto. É comum os hóspedes reunirem-se todas as noites, antes do jantar, no salão principal – repleto de confortáveis cadeiras, sofás, chaisse longues e uma imensa alcova enquadrada por moucharabiehs. No Inverno, o fogo arde suavemente, e a música está sempre presente, tornando a atmosfera ainda mais acolhedora (ouve-se muito música brasileira, especialmente bossa nova. Meryanne viveu na Bahia, fala bem português e adora cachaça).


 

OS QUARTOS

Jnane Tamsna oferece um total of 24 quartos dispersos por três “casas”: Jnane House, Jnane Moussafir e Jnane Villa. A propriedade dispõe ainda de 4 salas de reuniões, espaços para refeições e inúmeros espaços exteriores adapatáveis para eventos. Existem ainda cinco piscinas e um court de ténis.

Os quartos, todos eles de decoração diferente, têm cores variadas, que vão do verde celadon ao azul, passando por um amarelo tília e beje rosado. No mobiliário, uma mistura de móveis desenhados por ela (como camas em ferro forjado), mesas, cadeiras em madeira com incrustrações de madre pérola, sofás anos 40, aguarelas, para além de óleos e fotografias de temas orientalistas que adornam as paredes.

Os quartos Touareg e o Blue Animal, ambos no piso térreo, são espaçosos e dão para um pequeno pátio onde estão plantadas oliveiras e canteiros com flores. Têm acesso para a varanda, que dá para o jardim e para a piscina (todas as três casas têm piscina). O Blue Animal é uma mistura de deserto com savana, na decoração, nos objectos, nas pinturas. Uma autêntica viagem por África. Os Beige e Green estão também situados no piso térreo, e dão para um pátio com acesso a uma varanda privada na ala norte da casa. O Green apresenta uma colecção de fotos a sépia do Médio Oriente: pessoas em trajes tradicionais, ruínas de edifícios de passado glorioso. A mesa síria, feita de madeira e madre pérola incrustrada, dá-lhe um toque de opulência e exotismo. O White e o Taupe são os quartos mais pequenos da casa.

A varanda virada a sul – uma espécie de sala ao ar livre –, expressa a aproximação minimalista de Jnane ao esplendor do Oriente. Grandes arcos, mobiliário essencial, espaço e luz, criando uma moderna passagem mourisca para o jardim de “ornamentação vegetal” e para a piscina, onde palmeiras, oliveiras, limoeiros, laranjeiras e uma colecção única de plantas aromáticas, dão o tom de cenário rural.

No andar de cima, o Edward e o Indian são os mais espaçosos, com janelas para ambos os lados e com acesso directo ao amplo terraço, local ideal para uma apetecível bebida de fim de tarde, e onde, na maior parte das vezes, é servido o jantar à luz de velas. Também neste andar ficam o Wedgwood e o Celadon, mais pequenos, e sem varanda nem lareiras como os outros.

Na Dar Moussafir (casa do viajante), as cinco suites apresentam um tema e uma inspiração, numa mistura que integra estilos islâmicos diferentes, desde a África Ocidental ao norte da Índia. African, Casablanca, Calligraphy, Persian e Indian são os seus nomes, só por si uma viagem à nossa imaginação. Todas são espaçosas, com lareira no quarto, possuem televisão, açoteia e varandas, tanto para o lado norte como para o sul, dando para o jardim que tem uma ampla sala ao ar livre e uma piscina.

O African é uma mistura de inspiração Mali, Senegalesa e Tuaregue – talvez na cor da areia da savana Sahel. Tradicionais forquilhas em madeira, desenhos de animais da savana e tapetes de lã senegaleses feitos à mão recriam um ambiente africano, realçado pela sombra de uma lareira em barro, típica da arquitectura Tumbuktu.

O Calligraphy, por seu lado, tem desenhado, ao longo das paredes do quarto, palavras em caligrafia árabe e lareira na casa de banho ricamente decorada. O Indian está repleto com retratos antigos de marajás e maharanis. Ainda, a Dar Ylane, a última das casas, com dois quartos, está construída num estilo mais marroquino-zen.


 

FOOD

Espalhados pela propriedade, pomares e jardins-horta fornecem produtos frescos para a cozinha mediterrânico-marroquina da Jnane, baseada em sabores exóticos. O pequeno-almoço inclui uma variedade de pães e crepes marroquinos com compotas caseiras (experimente a de figo e limão) e sumos naturais, como o de goiaba. Almoço e jantar começam com algumas experiências aromáticas, como gaspacho de pepino picante ou um creme de courgetes com gengibre e amêndoas lascadas, divinas tartes de beringela e tomate. Os pratos principais mesclam receitas tradicionais marroquinas com inspiração mediterrânica, com destaque para a tagine de cordeiro com maçãs e ameixas, bolas de kefta no mais puro estilo libanês, ou tagine de frango com mel e gengibre ralado. À sobremesa, a tendência vai sobretudo para delícias baseadas em produtos naturais – como tartes de frutas, ou laranjas aspergidas com pó de canela e água de flor-de- laranjeira – em vez dos tradicionais bolos açucarados. O jantar é muitas vezes servido lá fora, em mesas cobertas por toalhas de linho branco e iluminado por lanternas e tochas. Não é por acaso que a famosa americana Peggy Markel, empresária, gastrónoma, viajante, e que organiza tours gastronómicos, escolheu Jnane Tamsna para as suas viagens a Marrocos no programa a que chama “A Feast for the Senses”. Peggy e seus entusiastas seguidores, ligando gastronomia, life style e cultura, fazem poiso por ali e, para além de conhecerem Marrakech através dos sentidos, aproveitam para ter aulas de culinária tradicional marroquina com a chef do Jnane, numa autêntica viagem sensorial. Markel prefere cozinheiros locais que possam ensinar técnicas que passam de geração em geração, a internacionais chefs experientes. Os seus programas são verdadeiras aventuras de imersão na alma da culinária regional, por forma a que todos conheçam as suas origens e truques, desde os campos até à mesa.


 

THING TO ENJOY

Em todo o lado, além do toque de Midas na decoração de Meryanne, sente-se também a mão do seu marido Gary. Jnane Tamsna é um labirinto olfactivo.

Além das palmeiras, oliveiras, e flores vamos viajando através de um sem fim de cheiros inebriantes: jasmim, lavanda, rosmaninho… A sua obra-prima é o pátio central, uma elegia à fragrância das flores brancas. À noite, um misterioso e inesquecível aroma eleva-se no ar, como mel, chocolate e papoila, tudo misturado numa mesma essência.

O piso térreo desta tem duas imensas salas de estar, uma casa de jantar, e um grande terraço ao nível da piscina serve também para eventos e festas. Foi ali que Meryanne abriu a sua nova Galeria de Arte e loja – após ter deixado o Ryad Tamsna na Medina. Como que fazendo parte do estilo Meryanne, por todo o lado se vêem quadros do pintor belga Philippe Deltour. Quem conhece o Ryad Tamsna não esquece a belíssima e imensa tela que se encontra pendurada nas paredes do pátio ou, quem esteve na Dar Tamsna, recorda certamente o quadro que fazia uma das paredes da casa de jantar.

Jnane é um lugar mágico, tranquilo e inebriante… como os cheiros de Marrakech.


jnane tamsna

reviews by maria joão pavão serra

excertos do blog amira of morocco…

A NOVA GARDEN GALLERY DE MERYANNE LOUM-MARTIN

Os tons do quarto são azuis e brancos, como os céus do sul pintalgados de nuvens…

leia mais…

TOUAREG ROOM, MY ROOM @ JNANE TAMSNA

Ao longe parece um imenso lago de águas plácidas ou uma praia deserta na maré vazia que não chega nunca…

leia mais…

Reserve já!

Se pretende que organizemos a sua viagem com este hotel (ou outro), conte-nos as suas ideias.

clique aqui

Pin It on Pinterest

Share This
error: Content is protected !!